''Um poeta, um dia falou que:
'O nosso amor a gente inventa pra se distrair... e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu.'
Eu já prefiro pensar que o nosso amor passou a existir num momento de distração. Naquele justo instante em que, desatentos, não o vimos chegar, ele entrou. Na certa, se estivéssemos concentrados nele e não em nós mesmos, não nos permitiríamos descobrí-lo." Como um repelente, a consciência entra em cena e o afasta. Claro! Eis o palco tétrico das armações diárias... Eis o Tomas:
"É preciso observar a regra de três. Pode-se ver a mesma mulher em intervalos bem próximos, mas nunca mais de três vezes. Ou então vê-la durante longos anos, mas com a condição de deixar passar pelo menos três semanas entre cada encontro. Esse sistema dava a Tomas a possibilidade de nunca romper com suas amantes e tê-las em profusão. Esforçava-se, portanto, cuidadosamente para organizar sua vida de maneira tal que nenhuma mulher jamais viesse a se instalar com mala em sua casa."*
*trechos de A Insustentável Leveza do Ser
A vida é uma brasa, mora?
Há 12 anos
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